GUINÉ-BISSAU. CONSELHO SUPERIOR DE DEFESA RECOMENDA A PRESIDENTE QUE INSTRUA FORÇAS DE SEGURANÇA PARA PERMITIREM ENTRADA DE NOVO GOVERNO

GUINÉ-BISSAU. CONSELHO SUPERIOR DE DEFESA RECOMENDA A PRESIDENTE QUE INSTRUA FORÇAS DE SEGURANÇA PARA PERMITIREM ENTRADA DE NOVO GOVERNO

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Conselho Superior de Defesa Nacional recomendou ao Presidente guineense, José Mário Vaz, que instrua “a força conjunta” para facilitar a entrada dos membros do Governo de Faustino Imbali nos departamentos governamentais, anunciou esta quarta-feira a Presidência da República guineense.

“O Conselho Superior da Defesa Nacional (…) aconselhou o Presidente da República, na veste de Comandante Supremo das Forças Amadas, para instruir a força conjunta, nomeadamente as forças de segurança, no sentido de facilitar o acesso dos membros do Governo aos respetivos departamentos governamentais”, refere-se num comunicado da presidência divulgado à imprensa.

O comunicado foi emitido na sequência de reuniões do Conselho Superior de Defesa Nacional realizadas na segunda e na terça-feira em Bissau, no Palácio da Presidência, no centro da capital guineense, para analisar a situação política no país depois de o chefe de Estado ter demitido o governo de Aristides Gomes, ter nomeado Faustino Imbali como primeiro-ministro e nomeado de um novo governo.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu posse no dia 31 de outubro a um novo governo, depois de ter demitido o governo liderado por Aristides Gomes em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão “é irreversível”.

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

O governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais, pelo seu mandato ter terminado em 23 de junho e por ter ficado no cargo por decisão da CEDEAO.

Uma missão da CEDEAO, que chegou no sábado ao país, reforçou no domingo que a organização apoia o governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de novembro.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que “minem a estabilidade” da Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro. A campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, teve início sábado e termina em 22 de novembro.

Fonte: Lusa

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