Grupo Netos de Bandim sonha voltar a actuar em solo cabo-verdiano

Grupo Netos de Bandim sonha voltar a actuar em solo cabo-verdiano

O projecto Netos de Bandim, que junta a cultura, a tradição, a educação e a saúde, e que há 18 anos resgata crianças e jovens das ruas para lhes proporcionar outro destino, sonha actuar em Cabo Verde. Através da música, da dança, contos e nos trajes que carregam as cores de África, o grupo trabalha e desenvolve os talentos destas crianças e jovens.

Desde 2000 que Netos de Bandim trabalha com crianças e jovens no resgate de aspectos culturais da Guiné Bissau, alguns quase a cair em desuso. Até agora, já recuperaram mais de 20 danças tradicionais dos diferentes grupos étnicos da Guiné-Bissau com as quais venceu todos os desfiles de carnaval nacional que participou de 2006 a 2016. A aposta nas crianças e jovens consiste em tirá-los das ruas e ajudá-los a descobrir e aprimorar talentos na musica, dança, poesia, contos, artes plástica, teatro ao vivo e teatro radiofónico.

Metade do dinheiro arrecadado nos espectáculos que realiza destina-se à educação desses jovens. “Num país com elevada taxa de analfabetismo, como é o nosso, achamos de grande importância apostar na educação, ou no futuro das nossas crianças e jovens”, explica Ector Cassamá, um dos fundadores e coordenador do grupo Netos de Bandim. Para isso, diz contar com parcerias das diferentes escolas e centros de formação.

Mas a educação não é o único item que o grupo se preocupa. Apoia cada integrante, na sua maioria órfãos,  com um plano de saúde. Os integrantes não possuem apenas direitos, pontua Ector Cassamá, para quem cumprir com os deveres mostra-se preponderante para continuarem a fazer parte deste projecto. Neste sentido, é avaliado o aproveitamento escolar, o papel de cada integrante no grupo e o comportamento na sociedade.

Além de viajar o país todo com apresentações, o grupo já esteve no Senegal, na Gambia, China, Portugal e até no carnaval Brasil. Neste momento parte deste grupo, que leva o nome de um bairro periférico de Bissau, encontra-se em Macau, ainda este ano volta a Portugal e pela primeira vez se apresentar em Espanha.

Cassamá lembra uma passagem por Cabo Verde em 2011, na volta do Brasil para Bissau, em que fizeram escala na cidade da Praia e fizeram uma rápida apresentação no Auditório Nacional. Espera no entanto convites para voltar a se apresentar em solo cabo-verdiano, onde reside uma comunidade de guinenses, e por ser um país irmão.

//Sidneia Newton (estagiária)

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