Governo timorense nomeia representante para apoiar eleições na Guiné Bissau

Governo timorense nomeia representante para apoiar eleições na Guiné Bissau

O Governo timorense aprovou hoje a nomeação de um representante especial para assistir e apoiar o processo eleitoral de 18 de novembro na Guiné-Bissau, país onde Timor-Leste já no passado deu apoio às eleições.

Na sua reunião semanal de hoje, o Conselho de Ministros aprovou uma proposta apresentada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dionísio Babo, que nomeia Tomás Cabral para liderar esse processo.

Cabe ao representante especial “proceder à identificação das necessidades deste Estado para a realização de eleições livres e democráticas a ocorrer no próximo dia 18 de novembro de 2018”, refere o executivo.

O executivo recorda “o importante contributo que as duas missões timorenses de apoio aos processos eleitorais da Guiné-Bissau, estabelecidas em 2013 e 2014, prestaram para a realização de eleições livres e justas no país, para o retorno à normalidade democrática e para o prestígio internacional de Timor”

Reafirma ainda a sua determinação “em contribuir para a paz e para a segurança internacional, através do apoio de ações que promovam a consolidação de regimes democráticos, o respeito pelos direitos humanos e o fortalecimento dos Estados com os quais Timor-Leste mantém relações de amizade e de cooperação”.

Tomás Cabral, que foi vice-ministro da Administração Estatal no VII Governo Constitucional timorense foi indigitado pelo atual primeiro-ministro Taur Matan Ruak para assumir a liderança dessa pasta no VIII Governo.

O seu nome faz parte de um grupo de nove membros indigitados por Taur Matan Ruak a quem o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, ainda não deu posse, num impasse que se arrasta há dois meses e que deixou várias pastas sem os principais titulares.

Em 2014 Tomás Cabral, então secretário de Estado da Descentralização Administrativa, foi nomeado para liderar a Missão de Apoio de Timor-Leste ao Processo Eleitoral na Guiné-Bissau, em setembro de 2013.

Essa missão “apoiou as instituições eleitorais da Guiné-Bissau na preparação e implementação do ato eleitoral sendo este um passo fundamental para a realização de eleições justas que conduzem a resultados democráticos credíveis”.

Lusa

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