GOVERNO PROMETE PAGAR DÍVIDAS COM OS JOGADORES DA SELEÇÃO DE FUTEBOL

GOVERNO PROMETE PAGAR DÍVIDAS COM OS JOGADORES DA SELEÇÃO DE FUTEBOL

O executivo liderado por Aristides Gomes vai pagar todas as dívidas contraídas com os jogadores da seleção nacional de futebol referente aos prêmios de jogos, da participação no CAN 2017, anunciou hoje o Secretário de Estado dos Desportos, Florentino Fernando Dias.

Numa carta aberta dirigida a Federação de Futebol de Guiné-Bissau, os jogadores ameaçaram não participar no jogo da segunda jornada contra Moçambique agendada para o próximo dia 08 de Setembro, enquanto não forem liquidadas as dívidas em questão.

Em declaração a imprensa, Florentino Dias, assumiu que o governo vai liquidar todas as dívidas, adiantando que já está em curso uma negociação com os capitães da seleção nacional subscritores da carta, a Federação e a equipa técnica, com vista a viabilizar o jogo contra Moçambique.

“Estamos em negociação com a Federação, a equipa técnica e os capitães com vista a não termos grandes sobressaltos em relação ao próximo jogo” garantiu Dias, acrescentando de seguida que o governo vai disponibilizar todos os meios para a realização do jogo e assumir a responsabilidade de pagar todas as dívidas.

Dias sublinhou ainda que será estabelecido um calendário para o pagamento de todas as dívidas.

Nos últimos tempos intensificaram-se as reivindicações dos dirigentes desportivos contra o órgão federativo do país que gere futebol nacional, a quem acusam de gestão danosa dos fundos doados pela FIFA e CAF.

Nesse sentido, Florentino Dias assegurou que o governo está a analisar o relatório dos dirigentes, para atuar em conformidade com as conclusões retiradas do documento.

Contudo, o governante sublinhou que a Federação tem uma relativa autonomia, e apesar de o governo ser detentor de utilidade pública, vai ainda analisar atentamente a situação, e tentar uma saída saudável para bem de futebol nacional.

Recorda-se que esta não é primeira vez que a atual direção do órgão federativo é acusada de gestão danosa. Em março de 2017, Inum Embaló, antigo vice-presidente do organismo, afirmou ter provas de corrupção e de falsificações de documentos cometidas pelos atuais responsáveis federativos.

Por: Alcene Sidibé

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