GOVERNO NOMEADO PELO PR TEM 48 HORAS PARA SE DEMITIR

GOVERNO NOMEADO PELO PR TEM 48 HORAS PARA SE DEMITIR

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exige a demissão do Governo liderado por Faustino Imbali.

O representante da CEDEAO em Bissau, Blaise Diplo, acaba de exortar aos membros do governo de Faustino Imbali, nomeado pelo presidente José Mário Vaz no dia 31 de outubro, a apresentarem a demissão no prazo de 48 horas.

Em conferência de imprensa realizada esta tarde em Bissau, Blaise Diplo lançou um último apelo “a todos os que abusivamente integraram o Governo ilegal de Faustino Imbali” para que se demitam e distanciem-se “de todas as iniciativas que visam comprometer as próximas eleições presidenciais”, marcadas para 24 de novembro.

O responsável sublinhou ainda que os membros do executivo de Faustino Imbali têm “48 horas para manifestar à representação especial da CEDAO em Bissau a sua decisão de demissão”

A CEDEAO marcou para os dias 7 e 8 de novembro em Niamey, Níger, uma Conferência dos Chefes de Estados e de Governos sobre a Guiné-Bissau.

Esta tarde, o ministro da Presidência de Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares condenou a convocação da reunião do Conselho Superior de Defesa na terça-feira e denunciou que o presidente José Mário Vaz terá tentado utilizar as forças de segurança e ordem para que executassem os seus decretos presidenciais.

“Este facto configura um grave atentado ao clima de paz e estabilidade no país e confirma a tese de tentativa de golpe de Estado denunciado, em tempo útil, pelo primeiro-ministro”, salientou Armando Mango.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu posse no dia 31 de outubro a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão “é irreversível”.

A União Africana, a União Europeia, a CEDEAO, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que “minem a estabilidade” da Guiné-Bissau.

Fonte: Lusa

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