GOVERNO GUINEENSE REFORÇA SEGURANÇA AOS DETENTORES DE CARGOS POLÍTICOS

GOVERNO GUINEENSE REFORÇA SEGURANÇA AOS DETENTORES DE CARGOS POLÍTICOS

O executivo guineense instruiu em comunicado às autoridades competentes para a estrita e rigorosa observância da legislação aplicável em matéria de segurança para os detentores de cargos políticos na Guiné-Bissau, numa altura em que o país está há dois meses sem ministro do Interior.

No comunicado do coletivo governamental desta quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019, que à Rádio Jovem teve acesso, o governo apela ao bom senso de individualidades que eventualmente ainda estejam a usar os serviços de segurança de que beneficiavam no exercício de cargos políticos, no sentido de adequarem a legislação em vigor.

De acordo com a nota, a decisão do executivo liderado por Aristides Gomes vem na sequência do aproximar de eleições legislativas agendadas para Março de 2019, e verificando-se uma enorme disparidade no que tange à segurança e proteção dos detentores de cargos políticos.

De salientar que o Ministério do Interior que coordena e executa a ordem e segurança interna do país, está sem titular, após a exoneração de Mutaro Djaló, quadro sénior da casa, pelo Chefe de Estado, José Mário Vaz.

Numa recente entrevista à Rádio Jovem e DW África, o analista político guineense, Rui Landim, exortou ao primeiro-ministro, Aristides Gomes a fazer finca-pé junto do Presidente guineense para nomear um novo ministro do Interior.

Landim entende que está a evoluir neste momento situações bastante perigosas na instituição, numa altura em que se avizinha o processo eleitoral e ninguém quer resolver o problema.

Perante este cenário, o analista, apelou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para reforçar a força de interposição militar para segurar o escrutínio.

As forças da ECOMIB estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses.

A ECOMIB foi autorizada a 26 de abril de 2012 pela CEDEAO.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, por José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das legislativas de 2014), em agosto de 2015.

Por: Alison Cabral    

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu