GOVERNO GUINEENSE PEDE TRÉGUA DE GREVE NA FUNÇAO PÚBLICA

GOVERNO GUINEENSE PEDE TRÉGUA DE GREVE NA FUNÇAO PÚBLICA

O executivo da Guiné-Bissau apela compreensão dos sindicatos e de todos os servidores do Estado, para a delicadeza da atual situação financeira do país, numa alusão a greve decretada na função pública guineense desde terça-feira.

Os funcionários públicos guineenses reclamam a implementação e o incumprimento do acordo assinado com o Governo em agosto de 2018, embora o governo liderado por Aristides Gomes, refere que a situação financeira do país é caracterizada por uma expansão da massa salarial que representa aproximadamente 60% em relação as receitas fiscais, ao invés de 35% recomentado pelas normas da UEMOA, o que impede de proceder a novos aumentos salariais a curto prazo.

Numa nota do Conselho de Ministros desta quinta-feira, 09 de janeiro, o coletivo governamental fez lembrar aos funcionários públicos guineenses que no espaço de pouco mais de um ano, o executivo procedeu a um aumento salarial e que, com o pagamento salarial do mês de dezembro último, registar-se-á um aumento substancial, aos professores, com a implementação dos Estatutos da Carreira Docente.

Segundo a mesma nota, o governo diz ainda que o nível de salário mínimo na Função Pública, a Guiné-Bissau está na terceira posição a nível da UEMOA, depois de Costa de Marfim e do Senegal.

A greve geral da função pública foi convocada pela UNTG e pela Confederação Geral das Confederações dos Sindicatos Independentes, termina esta quinta-feira, afetou parcialmente os sectores da educação, saúde e e alguns ministérios.

As duas centrais sindicais exigem, entre vários pontos, a harmonização dos salários dos funcionários públicos, para acabar com as discrepâncias existentes entre funcionários da mesma categoria, o aumento do salário mínimo nacional e a cessação de ingressos na função pública.

As duas centrais sindicais estão também preocupadas com o corte nos salários dos professores e com os avultados salários auferidos pelos titulares de cargos públicos.

Por: AC

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu