Governo da Guiné-Bissau reforça medida para acabar com uso de sacos plásticos no país

Governo da Guiné-Bissau reforça medida para acabar com uso de sacos plásticos no país

O Governo guineense reforçou as orientações no sentido de a Secretaria do Estado do Ambiente banir o uso de sacos plásticos no país e nos últimos dias os inspetores aceleraram o controlo nos mercados e estabelecimentos comerciais de Bissau.

Guilherme da Costa, inspetor-geral do Ambiente, disse à agência Lusa, que o primeiro-ministro, Aristides Gomes, deu instruções para “limpar o país” de sacos plásticos que, no mínimo, ficam no subsolo cerca de 400 anos, para serem substituídos por outros biodegradáveis que se transformam em húmus, passados quatro meses.

O Governo da Guiné-Bissau decretou, em 2013, o fim do uso e comercialização de sacos plásticos no país, mas desde então a medida não tem sido cumprida, observou Guilherme da Costa, que agora prevê uma “atuação enérgica” de técnicos do Ambiente, que se fazem acompanhar de um mandato de busca e apreensão nos armazéns, mercados, farmácias e estabelecimentos comerciais.

O inspetor-geral do Ambiente disse que os sacos plásticos convencionais causam prejuízos enormes à Guiné-Bissau, “país costeiro, oceânico e essencialmente agrícola”.

A Imprensa Nacional está a fabricar sacos em papel, embora em pequena escala, mas quem quiser grande quantidade daquele produto, poderá ser encaminhado para um fornecedor internacional, assinalou Guilherme da Costa.

Nos últimos dias, nota-se que os sacos plásticos convencionais estão a desaparecer de circulação em Bissau, mas o inspetor-geral do Ambiente disse ter informações de que alguns comerciantes estão a tentar fazer entrar no país o produto, através das fronteiras terrestres.

A Guiné-Conacri é o principal mercado de abastecimento de sacos plásticos para Guiné-Bissau.

Tanto os sacos apreendidos nas buscas e aqueles que poderão estar a chegar ao país serão reexportados para Guiné-Conacri, onde seriam reutilizados na confeção de bacios, baldes, alguidares, canecas e outros utensílios, precisou Guilherme da Costa.

LUSA

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