GERALDO MARTINS: “É POSSÍVEL GUINÉ-BISSAU RECUPERAR PROMESSAS DA MESA REDONDA DE BRUXELAS”

GERALDO MARTINS: “É POSSÍVEL GUINÉ-BISSAU RECUPERAR PROMESSAS DA MESA REDONDA DE BRUXELAS”

O antigo ministro da Economia e Finanças guineense, Geraldo Martins, acredita que se o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), vencer as próximas eleições legislativas no país, garantirá estabilidade política institucional para criar condições e mobilizar os fundos da conferência de doadores realizados em Bruxelas.

“Acreditamos que se voltamos a governação (PAIGC) depois das eleições legislativas de 10 de Março do ano em curso, temos as condições novamente de demonstrar que é possível estabilidade politica e institucionalmente poder criar condições para mobilizar os tais fundos prometidos em 2015”, argumentou Martins.

Geraldo, falava numa entrevista concedida a Rádio Jovem e Bombolom FM, no quadro de apresentação da obra “a governação e exercício político durante a IX legislatura na Guiné-Bissau”, no qual refere que o PAIGC está mais bem posicionado para fazer valer as ajudas financeiras.

O antigo governante fez lembrar aos guineenses que foi o PAIGC que liderou o processo de elaboração e apresentação do documento estratégico denominado “Terra Ranka”, mas também a confiança que foi depositado pela comunidade internacional é devido a seriedade das pessoas que estavam presente no encontro.

Apesar do bloqueio dos fundos pelos parceiros internacionais devido a crise política que iniciou após a queda do governo de Domingos Simões Pereira em Agosto de 2015, Martins mostrou-se confiante na recuperação dos apoios da mesa redonda de doadores para estratégia de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“Depois das eleições legislativas vai haver legitimação dos órgãos da soberania do país, vamos ter parlamento legitimado e um governo legitimado e claro que o Chefe de Estado continua com a sua legitimação porque tem um mandato de 5 anos, por isso, o país vai ter duas instituições da república legitimadas renovadas que lhes permitir dialogar com os parceiros internacionais sobre as promessas da mesa redonda de Bruxelas”, referiu Martins.

Igualmente dirigente do PAIGC, Martins revelou que após a realização do escrutínio o seu partido vai começar logo a dialogar com a comunidade internacional no sentido de criar um fórum para tratar as questões de apoios para implementação do documento estratégico “Terra Ranka”.

O documento estratégico que estava previsto para ser implementado entre 2015 e 2025, mas devido a crise política que assolou a Guiné-Bissau nunca chegou de ser executada, mas segundo a indicação de Martins vai ser atualizado nos próximos tempos.

De recordar que em Março de 2015, o Governo da Guiné-Bissau veio da mesa redonda de doadores em Bruxelas e conseguiu mais de 427 milhões de euros de apoios financeiros para pôr em prática a sua estratégia de desenvolvimento para os próximos dez anos foi a meta do Governo da Guiné-Bissau para esta mesa redonda dos doadores.  

O dia em Bruxelas foide sala cheia. Dezenas de países e organizações internacionais compareceram à chamada. O Presidente do Senegal, Macky Sall, foi uma das figuras de destaque na abertura.

Na sua longa entrevista que decorreu na sua residência em Bissau no passado dia 30 de Dezembro de 2018,Geraldo Martins abordou vários assuntos, nomeadamente a questão do PROCESSO RESGATE A BANCA PRIVADA e a perseguição do Ministério Público aos dirigentes do PAIGC.

Por: Alison Cabral

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