GERALDO MARTINS ACUSADO NO PROCESSO RESGATE A BANCA PRIVADA

GERALDO MARTINS ACUSADO NO PROCESSO RESGATE A BANCA PRIVADA

O antigo ministro das Finanças acusado de dois crimes no processo resgate à banca feito em 2015, anunciou esta quarta-feira (21.02) o ministério público, através da nota.

Segunda mesma nota na posse da Radio Jovem, refere que o ex-governante, requereu a instrução (por não concordar com a acusação). Em consequência, o Processo foi remetido ao Juiz de Instrução Criminal, que acabou por pronunciar favoravelmente em relação dois crimes.

O ministério Publico, enviou o referido processo ao Juiz julgador, para efeitos de marcação das sessões de audiências e julgamento, lê-se ainda na nota.

Igualmente dirigente do PAIGC, que foi ministro das Finanças no então governo liderado por Domingos Simões Pereira, é acusado de dois crimes, ambos pela violação das regras orçamentais.

Esta operação financeira apelidada de “Resgate” levou ao Estado da Guiné-Bissau a contrair uma dívida no valor de cerca 35 bilhões de Francos cfa juntos aos bancos comerciais, acrescenta ainda a nota do ministério Publico.

De acordo com a instituição para além de Martins, o caso envolve também quatro despachantes oficiais e dois técnicos do Ministério das Finanças que já foram acusados.

Os suspeitos em causa, são acusados de crimes de fraude fiscal, associação criminosa, corrupções ativa e passiva e ainda crimes de falsificação qualificada.

Perante este facto, a Procuradoria-Geral da República adverte que vai continuar a ser implacável no combate a qualquer tipo de criminalidade, particularmente a da corrupção e o crime organizado, sempre tendo como o fundamento e limite, a Constituição da República e as Leis em vigor na Guiné-Bissau.

De recordar que em Julho de 2016, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, apontou o Presidente da República, José Mário Vaz, como um dos responsáveis pelo resgate à banca privada da Guiné-Bissau realizado em 2015 no valor de 52 milhões de euros.

Na altura, Simões Pereira referiu, o próprio Presidente da República disse que havia necessidade daquela operação para impedir que o setor privado continuasse sem recursos.

Geraldo Martins, ex-ministro da Economia e Finanças, referiu na altura que o apoio que subscreveu a dois dos quatro bancos comerciais privados da Guiné-Bissau foi imprescindível, trazendo benefícios à economia em geral.

Segundo referiu e de acordo com os próprios bancos, o crédito malparado foi causado sobretudo pela fuga de investidores após o golpe de Estado de 2012.

//RJ/Redação

 

 

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