EXPORTADORES DO CAJU GUINEENSE ANTEVEEM COMPLICAÇÕES PARA CAMPANHA DESTE ANO

EXPORTADORES DO CAJU GUINEENSE ANTEVEEM COMPLICAÇÕES PARA CAMPANHA DESTE ANO

O presidente da Associação dos Exportadores da Guiné-Bissau, Amadu Jamanca, disse hoje que a campanha de comercialização da castanha de caju, que abre oficialmente este sábado, será complicada e acusou as autoridades de serem os responsáveis.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, abre no sábado a campanha na cidade de Gabu, a 200 quilómetros a leste de Bissau, anunciando o preço mínimo de compra do caju ao produtor, bem como o valor tributário do produto no momento da exportação.

Amadu Jamanca adiantou que a sua organização não estará presente na cerimónia por não concordar com a forma como foi preparada, porque, alega, os exportadores foram excluídos pelas autoridades.

“Não podemos legitimar o que, eventualmente, poderá vir a ser pior do que o que se passou no ano passado”, defendeu Jamanca, que denuncia a “cultura de censura” daqueles que criticam as opções do governo.

O líder dos exportadores entende que a abertura oficial da campanha de comercialização do caju, principal produto de venda internacional da Guiné-Bissau, devia ser aproveitada para que todos os intervenientes da fileira fizessem um balanço da campanha anterior.

O ministro do Comércio do governo demissionário, Victor Mandinga, avisou o líder dos exportadores de que ninguém terá direito à palavra no ato da abertura da campanha de 2018, à exceção do Presidente da República.

Assim sendo, Amadu Jamanca disse que a sua organização não vai participar na cerimónia em Gabú.

A Guiné-Bissau produz oficialmente cerca de 200 mil toneladas do caju e exporta anualmente mais de 170 mil toneladas sobretudo para a Índia.

“Era expectável que a nossa associação pudesse usar da palavra”, declarou Jamanca que denuncia “a falta de interesse” dos poderes públicos no processo de comercialização do caju.

Considerou ainda que a campanha de 2018 poderá ser pior, tendo em conta que o país tem problemas políticos e sociais “ainda não resolvidos” e que, disse, estão a afastar os investidores.

“Ultimamente a Guiné-Bissau deixou de ser procurada para realização de negócios, dado ao mau clima de realização de negócios”, sublinhou Jamanca.

A Guiné-Bissau está há mais de 60 dias sem um governo formal.

Artur Silva, primeiro-ministro proposto pelo Presidente do país, não consegue formar o seu elenco, porque os partidos recusam fazer parte da sua equipa governamental.

Fonte: Lusa

 

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