EMPRESA DO VIETNAME VAI COMPRAR TODA A CASTANHA DE CAJU QUE RESTA AINDA NA GUINÉ-BISSAU

EMPRESA DO VIETNAME VAI COMPRAR TODA A CASTANHA DE CAJU QUE RESTA AINDA NA GUINÉ-BISSAU

O grupo T&T, do Vietname, mostrou-se disponível para comprar a totalidade da castanha de caju que resta ainda na Guiné-Bissau por 1250 dólares americanos por cada tonelada, anunciou sexta-feira (31.08), o ministro guineense do Comércio, Turismo e Artesanato.

Embora oficialmente o país já tenha exportado nesta presente campanha de comercialização cerca de 119 toneladas do produto, mesmo com a morosidade na venda de caju devido ao preço anunciado pelo Chefe de Estado, José Mario Vaz.

Em conferência de imprensa do balanço da viagem a este país do sudeste asiático, Vicente Fernandes, revelou que o acordo foi alcançado graças à relação histórica entre os países, tendo realçado que o entendimento vai criar uma revolução social e económica no sector.

“Enquanto titular da pasta do comércio, só tenho que agradecer o governo vietnamita e todas as instituições pelo apoio necessário para que de facto seja uma realidade o reforço da cooperação com a Guiné-Bissau, que permitiu negociar com um dos maiores grupos económicos do Vietname para compra do produto nas mãos dos produtores que sofreram muito com o preço anunciado na abertura da campanha 2018, na cidade de Gabu, leste do país, explicou Fernandes.

O memorando de entendimento para compra da castanha de caju que ainda resta nas mãos dos produtores, foi rubricado no passado dia 6 do mês de Agosto em Hanói, capital do Vietname, pelo ministro guineense do Comércio,  Turismo e artesanato e pelo presidente do conselho de administração e diretor-executivo do Grupo T&T, Do Quang Hien.

Segundo Fernandes, para além da compra do produto, o Vietname pretende estabelecer uma cooperação mais ampla no domínio da transferência de tecnologia, de apoio técnico, de bolsa de estudo e apoiar a Associação Nacional dos Agricultores Guineenses (ANAG), nas novas técnicas agrícolas.

“Estão dispostos a ajudar a Guiné-Bissau não só na compra da castanha de caju como também em outros seguimentos do sector agrícola. Estão dispostos a fazer transferência de tecnologias. Nesta primeira fase focaram ainda na exportação, mas estão a pensar a segunda fase na industrialização para permitir a valorização do produto”, sublinhou Fernandes.

O documento assume ainda que o Governo da Guiné-Bissau fica responsável pela produção, controlo de qualidade, expedição, prazos e canais de pagamento.

De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2016, a Guiné-Bissau produziu 153.888 toneladas de castanha de caju.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e motor do crescimento económico, mas o produto ainda não é transformado no país.

Segundo estudos realizados no país, a Guiné-Bissau poderia ganhar dez vezes mais se aproveitasse o fruto e transformasse a castanha em amêndoa no país.

Por: Alison Cabral

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu