Eleições: Boneco gigante de Amílcar Cabral ‘votou’ hoje simbolicamente

Eleições: Boneco gigante de Amílcar Cabral ‘votou’ hoje simbolicamente

Um boneco gigante de Amílcar Cabral, “pai” da nacionalidade guineense, ‘votou’ hoje simbolicamente para as legislativas de domingo na Guiné-Bissau e Jacinto Mango, um dos arquitetos da imagem, apelou aos cidadãos para exercerem o seu direito no domingo.

Conduzido por um homem que lhe faz mover os braços e as pernas gigantes, Amílcar Cabral ‘exerceu’ o seu diretor de voto perante dezenas de curiosos que captaram o momento com fotografias.

O ato ocorreu no mesmo momento em que elementos das forças de defesa e segurança que vão estar de serviço no domingo estavam a votar por antecipação.

Jacinto Mango que deu voz ao “sentimento de Cabral após votar” não quis revelar aos presentes em que político apostou, mas pediu a todos para elegerem a Guiné-Bissau em primeiro lugar.

Amílcar Cabral “veio votar como qualquer cidadão e quer demonstrar ao resto dos cidadãos que todos devem estar do mesmo lado” pela paz no país, disse o ator, encenador, dramaturgo e homem palhaço Jacinto Mango, diretor artístico das Caravanas de Paz, uma iniciativa do projeto Fórum de Paz.

Aquela iniciativa, que integra ainda o grupo guineense Teatro dos Oprimidos, tem percorrido a Guiné-Bissau, desde 2014, levando peças de teatro, com encenações com formas de resolução de conflitos e apelos à preservação da harmonia e paz entre os povos do país.

Ainda sobre o facto de Amílcar Cabral se ter “vestido” com uma camisa “tchapa-tchapa” (patchwork), no dia do voto, Jacinto Mango frisa ser um eufemismo à necessidade de unidade entre todas as regiões, religiões e etnias da Guiné-Bissau e da própria África.

Mango afirmou que “antes de votar hoje” o boneco de Amílcar Cabral “andou por toda parte da Guiné”, ouvindo as preocupações do povo sobre que tipo de país que gostariam de ter a partir das eleições de domingo.

Durante estes quatro anos que o Fórum de Paz tem percorrido as várias localidades da Guiné-Bissau, “Cabral elogiou o comportamento dos militares”, por se terem mantido fora do jogo político, mas apelou para manterem a mesma atitude de agora em diante, disse Jacinto Mango.

LUSA

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