DOMINGOS SIMÕES PEREIRA PREVÊ MUITA INCERTEZA QUANTO À CRISE POLÍTICA NA GUINÉ-BISSAU

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA PREVÊ MUITA INCERTEZA QUANTO À CRISE POLÍTICA NA GUINÉ-BISSAU

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), afirmou esta segunda-feira (05.02) que os próximos tempos são de incertezas e de muitas dúvidas na Guiné-Bissau, numa alusão a actual crise política no país que dura há mais de dois.

Segundo Domingos Simões Pereira, apesar de todos os apelos de praticamente todos os quadrantes da sociedade e da comunidade internacional, o Chefe de Estado, José Mário Vaz, teima em prosseguir um caminho politico insustentável e perigoso que não mais faz do que perpetuar uma crise que dura há muito tempo.

Visivelmente desapontado com actuação do Presidente da República, Simões Pereira, revelou que Mário Vaz não quer dar a este povo a merecida estabilidade porque está refém de um grupo de pessoas que usurparam o poder e estão a minar os fundamentos do Estado do Direito e a Unidade Nacional.

“A Guiné-Bissau merece mais do isto. O povo guineense merece mais do isto. Não podemos continuar a martirizar um povo já sofredor devido a jogos de interesses obscuros de um pequeno grupo de pessoas,” afirmou Pereira.

“O PAIGC lamenta que assim seja e reitera mais uma vez o seu apelo ao Chefe de Estado para que pense neste povo e tire de vez o país desta crise insuportável”, argumentou ainda o líder do partido vencedor das eleições legislativas em 2014, mas arredado do poder pelo Presidente da República.

Dirigindo-se aos militantes e dirigentes do seu partido no encerramento do IX Congresso do PAIGC, Domingos Simões Pereira, agradeceu a toda comunidade internacional, pelos esforços constantes que têm envidado a fim de ajudar a pôr fim a esta crise política.

“Quero aproveitar esta ocasião para agradecer a toda a comunidade internacional, em particular a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana (EU) e as Nações Unidas (ONU), pelos esforços constantes que têm envidado a fim de ajudar a pôr fim a esta crise política, nomeadamente insistindo na centralidade do Acordo de Conacri, como a via privilegiada para esse efeito”, referiu o líder do maior partido político da Guiné-Bissau.

Pereira, saudou ainda as últimas deliberações da Conferencia de Chefes de Estado da organização sub-regional, em Adis Abeba, bem como as conclusões da missão da CEDEAO a Bissau, de 31 de Janeiro a 1 de Fevereiro último, para avaliar o estado do comprimento do Acordo de Conacri e também a última declaração conjunta da União Africana e das Nações Unidas sobre a crise política na Guiné-Bissau.

Relativamente ao congresso do partido onde foi reeleito, Simões Pereira, disse que o evento foi um sucesso, porque foi procedido de uma adesão militante de todas as estruturas do PAIGC que mobilizaram de forma enérgica, quer na preparação e realização das assembleias de base e das conferências de secção, de sector e de região, quer do próprio congresso, gerando dessa forma uma dinâmica política extraordinária no seio das estruturas e junto dos militantes e responsáveis.

O líder dos libertadores argumentou ainda que o congresso também foi um sucesso porque durante estes dias reflectiu-se juntos sobre o partido, procurando encontrar as respostas mais adequadas aos vários desafios que interpelam os militantes.

Pereira, afirmou que o PAIGC é um partido que transporta consigo uma incontestável responsabilidade histórica. Não só por ser o partido libertador, fruto de uma das mais gloriosas lutas de libertação nacional, mas também porque o partido continua a merecer a confiança política da grande maioria do povo guineense que, sucessivamente e de forma persistente, lhe tem dado um enorme voto de confiança para dirigir os seus destinos.

// Alison Cabral

 

 

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