DIRIGENTES QUEREM INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL DAS CONTAS DA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU

DIRIGENTES QUEREM INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL DAS CONTAS DA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU

Um grupo de dirigentes de futebol da Guiné-Bissau pondera avançar com uma queixa internacional para investigar as contas da Federação de Futebol do país (FFGB), liderado por Manuel Nascimento Lopes, a quem acusam de gestão danosa dos fundos doados pela FIFA, organismo que gere o futebol mundial.

A intenção foi transmitida a Rádio Jovem quinta-feira (16.08), pelo porta-voz do grupo, Serifo Sow, antigo director-geral do Sport Bissau e Benfica (SBB), que denunciou que a instituição federativa tem estado a desembolsar os fundos para modalidades que não são praticadas no país.

Segundo Sow, para além da corrupção dentro da estrutura da Federação de Futebol, o organismo que gere o futebol nacional tem estado a contrair dívidas com pessoas singulares com uma taxa de juro exorbitante.

“Atualmente, este órgão federativo tem estado a desembolsar fundos para as modalidades que não existem na Guiné, como futsal, captações de talentos e torneio interescolar. Além isso, a instituição está funcionando há três anos sem plano e orçamento, numa administração moderna isto é considerado um crime ou fraude, conectado a corrupção. Por isso afirmo que há corrupção na federação”, declarou Sow.

O antigo dirigente dos encarnados de Bissau assegurou que o grupo já entregou os relatórios da auditoria ao governo e o Ministério Publico guineense, mas até então não foi acionado qualquer medida contra a atual direção da federação de futebol.

Perante este cenário, Sow, garante que o grupo vai realizar ações populares no sentido de mudar a forma como o futebol guineense está a ser dirigido nos últimos tempos por “Manelinho”, como é vulgarmente conhecido o líder daquele organismo.

“Até agora não vimos nenhum sinal das autoridades guineenses em resolver as tais denúncias de gestão danosa dos fundos e agora só resta fazermos ações populares para mudarmos o futebol nacional, porque para desenvolver esta modalidade, precisamos ter pessoas honestas a frente da federação”, vincou Sow.

Para além da investigação da própria federação guineense, Sow diz que o seu grupo também pondera avançar com uma investigação internacional entre a FIFA e a FFGB, pois segundo ele, não existe colaboração na gestão dos fundos.

No total, 21 clubes subscreveram as denúncias de gestão danosa, incluindo 14 da primeira e segunda divisão que não participaram no último campeonato de futebol, devido às divergências com a FFGB.

Esta não é primeira vez que a atual direção do órgão federativo é acusada de gestão danosa. Em março de 2017, Inum Embaló, antigo vice-presidente do organismo, afirmou ter provas de corrupção e de falsificações de documentos cometidos pelos atuais responsáveis federativos.

Embalo acusa “Manelinho” e Virgínia da Cruz, a secretária-geral da instituição, de terem alegadamente, gasto sem justificativas mais de mil milhões de francos CFA.

O dinheiro teria sido disponibilizado à federação pela FIFA e CAF (Confederação Africana de Futebol), mas teria sido utilizado em proveito próprio pelos dois dirigentes, segundo Embaló.

Por: Alison Cabral

 

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