CRÔNICA: GUINÉ-BISSAU, UM PAÍS DE ʺLALALILOʺ

CRÔNICA: GUINÉ-BISSAU, UM PAÍS DE ʺLALALILOʺ

Vivemos num país onde não se tem início nem tão pouco um fim, comparado a uma nave espacial que gira em torno do sol, sem rumo, numa órbita sem objetivo, que viaja sempre em círculos numa trajetória invisível, numa rota em constante ʺLALALILOʺ.

Não iremos a lugar algum com os políticos que temos, e para sair desta monotonia angustiante da qual somos prisioneiros e condenados à uma morte lenta e sofrida, é necessário que o povo desperte e reaja afim de exigir que seus direitos sejam respeitados.

Estamos presos no tempo, num movimento entre luz e treva, uma pátria sem rumo, à mercê do desgoverno do seu próprio destino.

A Guiné-Bissau adotou o sistema democrático como um meio de governar, neste sistema o povo de forma participativa e inclusiva escolhe seus representantes que irão conduzir o destino do país, devendo priorizar sempre o interesse comum. A constituição garante os direitos dos cidadãos, como o direito à liberdade de escolha e que a vontade popular seja respeitada.

 

A sociedade está completamente corrompida e dividida por causa de governantes que aproveitam da fragilidade e do poder que lhes foi conferido pelo povo para praticar corrupção, desviando bens públicos e esbanjando riquezas enquanto os funcionários públicos sobrevivem com salários miseráveis.

Com este “LaLaLiLo” o futuro do país é uma incógnita, um caminho incerto, pois não se sabe para onde iremos e nem tão pouco como e aonde estamos, não conhecemos a nós mesmos.

O desejo de uma país prospero não passa de um sonho fictício para iludir nossos sentidos, país esse onde combatentes deram suas vidas para conseguir a tão almejada independência e liberdade de dirigir o destino do seu povo.

Intermináveis crises cíclicas, corrupção e ausência do poder do estado atualmente são valores que nos regem, o país está a ser dirigido por pessoas que prezam pelo interesse pessoal e individual em detrimento do interesse comum e coletivo deixando de lado a tarefa de desenvolver o país, melhorando as condições de vida da população que na verdade é a principal finalidade para qual o poder lhes foi conferido.

No entanto, não se pode aniquilar a esperança de acreditar em dias melhores, num futuro diferente pois um dia tudo isso há de acabar seja por intervenção humana ou vontade divina por que tudo que sobe, um dia haverá de descer.

//Aguinaldo Ampa

Jornalista

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This Post Has One Comment

  1. Valeu muito está crónica. É uma verdade horivél que o povo guinense está a viver actualmente, com estes acordos de Conakry que os dirigentes recusaram de cumprir. Mas il dia tudo tem que acabar porque só o reino divino que ficará para sempre todo o é éphémère.

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