Cooperação portuguesa em Bissau ajuda angariar sangue para hospitais guineenses

Cooperação portuguesa em Bissau ajuda angariar sangue para hospitais guineenses

Funcionários da cooperação portuguesa na Guiné-Bissau participaram hoje numa campanha de recolha voluntária de sangue para hospitais e clínicas de Bissau, uma iniciativa considerada “nobre e importante” pelo presidente da associação de dadores de sangue, Gentil da Silva.

Até ao meio da tarde, tinham sido recolhidas cerca de 12 bolsas de sangue, que foram entregues ao hospital Simão Mendes, principal unidade médica da Guiné-Bissau.

A meta é atingir, pelo menos, 50 bolsas de sangue, indicou Gentil da Silva.

O centro cultural português de Bissau (CCP), que funciona ao lado do consulado e embaixadas lusas, que normalmente recebe conferências e iniciativas culturais, era hoje uma espécie de clínica com enfermeiros, aparelhos médicos e várias pessoas a darem assistência aos dadores voluntários que iam chegando para dar sangue.

Mesmo com uma intensa chuva que caiu sobre Bissau, às 08:00 (09:00 em Lisboa) alguns dadores já se encontravam no local prontos para dar sangue, mas sem antes serem submetidos a testes rápidos ao sangue, pesados e analisados a pressão arterial.

A Lusa constatou que responderam ao apelo cidadãos guineenses e estrangeiros.

Paula Costa, da cooperação portuguesa, disse à Lusa que a iniciativa “é uma resposta prática” ao pedido de apoio da associação guineense de dadores voluntários de sangue, que se vê em dificuldades para angariar mais associados.

Juntaram-se à inédita iniciativa que a cooperação portuguesa tem publicitado nas rádios de Bissau e nas redes sociais, o gabinete de utentes e diversos técnicos do Simão Mendes, a AIDA (uma ONG espanhola), o instituto Marques Vale Flôr e a União Europeia.

A margem da recolha de sangue vai ter lugar ainda hoje no CPP uma palestra sobre a importância da dádiva voluntaria de sangue, indicou Paula Costa, “para mostrar as pessoas que o gesto é importante, ao passo que vender sangue é crime”, frisou.

O presidente da associação guineense de dadores voluntários de sangue disse que não tem palavras para agradecer a resposta da cooperação portuguesa, dada aflição que tem sido para sua organização arranjar dadores.

Segundo Gentil da Silva, só o hospital Simão Mendes recebe diariamente 20 pedidos de sangue, quando, só tem cinco dadores voluntários por dia.

A associação criada em 2005 e presidida por Gentil da Silva conta com 650 associados “mas são poucos os que aparecem para dar sangue”, lamenta o responsável para lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que um terço da população de cada país devia doar sangue.

Gentil da Silva adiantou que o sangue que vai ser recolhida na campanha patrocinada pela cooperação portuguesa servirá para atender as gravidas, crianças e idosos do Simão Mendes, centros de saúde e clínicas de Bissau.

LUSA

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