COMUNIDADE INTERNACIONAL PEDE A BISSAU PARA GARANTIR PROTESTOS PACÍFICOS

COMUNIDADE INTERNACIONAL PEDE A BISSAU PARA GARANTIR PROTESTOS PACÍFICOS

As cinco organizações internacionais envolvidas no processo de consolidação da paz no país exortaram hoje (29 de Novembro de 2017) ao governo e aos partidos políticos do país a garantirem que os protestos previstos para quinta e sexta-feira sejam pacíficos.

As cinco organizações internacionais são a União Africana, União Europeia, Nações Unidas, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Comunidade Econômica do Estados da África Ocidental, denominadas de P5.

O coletivo dos partidos políticos democráticos tem previsto organizar mais dois protestos pacíficos contra o presidente da república, José Mário Vaz, e  exigir o cumprimento do Acordo de Conacri, bem como a demissão do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, na quinta e na sexta-feira.

De recordar que na última conferência de imprensa na semana passada, os líderes dos partidos políticos democráticos voltaram a pedir ao Chefe de Estado, José Mário Vaz, para cumprir com o Acordo de Conacri, que passa pela nomeação de Augusto Olivais, como primeiro-ministro.

O objetivo, tanto do roteiro de Bissau, como do Acordo de Conacri era a criação de um governo consensual integrado por todos os partidos com assento no parlamento e a nomeação de um chefe de governo de consenso e da confiança do presidente da república, bem como a reintegração no PAIGC dos deputados expulsos.

Mas, pelo contrário, o documento rubricado na presença de Alpha Conde, Chefe de Estado da Guiné-Conacri e mediador da crise, veio adensar a crise política, quando o Chefe de Estado decidiu nomear Umaro Sissoco para primeiro-ministro.

Perante este cenário, o presidente da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guine-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, assegurou que o colectivo vai continuar as suas ações anti- José Mário Vaz até o que o acordo seja cumprido.

De recordar que na sua recente declaração, Alpha Condé, admitiu em Paris falhas na gestão da mediação da CEDEAO e da organização panafricana, incapaz de por cobro ao impasse em Bissau tendo defendido a necessidade de alterar a constituição guineense.

Em declarações a Olivier Rogez, Alpha Condé lamentou não ter anunciado em Conacri o nome do primeiro-ministro que fora acordado para a Guiné-Bissau.

Condé alegou não o ter feito para respeitar a soberania do vizinho guineense e para preservar o seu homólogo, José Mário Vaz que alega não estar a cumprir um Acordo com o qual todas as partes guineenses concordavam.

 

// Alison Cabral

Fonte: Lusa e RFI

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