COMPETE AO CHEFE DO ESTADO A MARCAÇÃO DAS ELEIÇÕES PRESIDÊNCIAS, DIZ CNE

COMPETE AO CHEFE DO ESTADO A MARCAÇÃO DAS ELEIÇÕES PRESIDÊNCIAS, DIZ CNE

A Comissao Nacional das Eleições da Guiné-Bissau (CNE), anunciou através da nota de que a marcação da data das eleições, compete ao Presidente da Republica, ouvido executivo e os partidos políticos do país.

A posição da CNE vem na sequência da declaração do Chefe de Estado, José Mário Vaz na última sexta-feira, na qual a marcação da data das presidências não depende só do primeiro magistrado da nação, mas também envolve a Comissao Nacional das Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Segundo comunicado entregue à Radio Jovem esta segunda-feira, 13 de maio de 2019, a CNE esclarece que na falta das diligências da parte do Presidente guineense, não se pode permitir, que em nenhum momento e em nenhum espaço, atribuir essa responsabilidade.

“A CNE na falta da iniciativa ou diligência, de quem a lei confere o poder expressamente, manifesta a sua total e inteira disponibilidade de remeter ao Presidente da Republica, ainda hoje, o projeto de cronograma das atividades para as eleições presidências, em nome da salvaguarda do interesses publico e da estabilidade e paz social, tao almejadas”, lê-se ainda nota.

Na nota de três páginas, a instituição liderado por José Pedro Sambu sublinha também que enviou em 14 de março para a Presidência da República o documento que exprime a conclusão do apuramento nacional de resultados das eleições legislativas de 10 de março.

Por fim, a CNE diz que o referido documento visava essencialmente informar o Chefe de Estado do novo figurino parlamentar para a X legislatura e ter uma noção clara, de forma a convidar o partido maioritário a indigitar o nome do futuro primeiro-ministro.

Há mais de 60 dias, depois da realização das eleições legislativas no país, os guineenses continuam a não conhecer o governo resultante do escrutínio de 10 de março de 2019.

A situação politica da Guiné-Bissau afetou por completo a vida dos cidadãos guineenses. As sucessivas paralisações nas escolas públicas podem comprometer o presente ano escolas e a má campanha de comercialização da castanha de cajú, principal produto da exportação do país, está entre outras situações que podem complicar ainda mais a vida dos guineenses, se medidas para acabar com o impasse no parlamento e consequente formação do governo não forem tomadas.

A Guiné-Bissau deverá realizar eleições presidências ainda este ano, já que o mandato do Chefe de Estado, José Mário Vaz termina no dia 23 de junho do ano em curso.

Por: Redação RJ

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