COMITÉ DE SANÇÕES DA ONU REMETE PARA CONSELHO DE SEGURANÇA FIM DE SANÇÕES A MILITARES GUINEENSES

COMITÉ DE SANÇÕES DA ONU REMETE PARA CONSELHO DE SEGURANÇA FIM DE SANÇÕES A MILITARES GUINEENSES

O presidente do Comité das Sanções da ONU, Anatolio Ndong Mba, remeteu hoje para o Conselho de Segurança das Nações Unidas a decisão de levantar ou não as sanções impostas a 11 oficiais guineenses em 2012.

“Não posso dar-vos informação sobre as sanções, porque a nossa missão é escutar, fazer um relatório, apresentar aos nossos colegas do comité de sanções, que depois o vão debater”, disse o diplomata da Guiné Equatorial, que é também representante daquele país junto das Nações Unidas.

Questionado pelos jornalistas sobre se há possibilidade de as sanções serem levantadas, o diplomata afirmou que não podia responder.

“Somos 15 no comité de sanções. O que se pode dizer é que o Conselho de Segurança está muito contente e encorajado com a evolução política e com o facto de os militares estarem afastados das atividades políticas”, afirmou no final de uma audiência com o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.

Sobre se as autoridades guineenses pediram o levantamento das sanções, Anatolio Ndong Mba disse que foi pedido, mas que o Conselho de Segurança é que vai tomar a decisão final.

Anatolio Ndong Mba explicou também que o objetivo da sua visita a Bissau, que termina na quarta-feira, é recolher informações sobre as sanções impostas.

“Obtivemos todas as informações necessárias, também ao nível do atual processo, depois do cumprimento do Acordo de Conacri, relacionado com a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, formação de um novo Governo e abertura do parlamento, aprovação do programa do Governo e Orçamento”, afirmou.

O embaixador disse também que em agosto o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, vai apresentar ao Conselho de Segurança um relatório sobre a Guiné-Bissau.

Em maio de 2012, na sequência do golpe de Estado, o Conselho de Segurança da ONU aplicou sanções a 11 oficiais envolvidos na alteração da ordem Constitucional, incluindo o general António Indjai, general Mamadu Turé, general Estevão Na Mena, general Ibraima Camará e o tenente-coronel Daba Naualma.

Fonte: Lusa

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