CINCO PARTIDOS GUINEENSES RUBRICAM ACORDO POLÍTICO PRÉ E PÓS-ELEITORAL

CINCO PARTIDOS GUINEENSES RUBRICAM ACORDO POLÍTICO PRÉ E PÓS-ELEITORAL

Cinco partidos políticos da Guiné-Bissau integrantes do espaço de Concertação, concorrentes às eleições legislativas de 10 de março, assinaram esta sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2019, um acordo político de compromisso pré e pós-eleitoral, que prevê a formação, em caso de vitória eleitoral, a formação de um governo inclusivo.

Tratam-se do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD), União para Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia (PND).

O documento rubricado num dos hotéis da capital guineense, prevê entre outros, o estabelecimento de um acordo de incidência parlamentar para a estabilidade governativa, entendimento e consenso na Assembleia Nacional Popular, em torno das grandes reformas políticas.

De acordo com o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o documento serve da convocação a nação guineense à unir esforços no sentido de defender a verdade.

“A Assinatura deste acordo é um sinal forte do compromisso que não só os líderes dos cinco partidos estão assumir, mas uma convocação a nação guineense para unirmos e sejamos capazes de defender a verdade, por isso, se não contamos a verdade, é bom que o povo guineense seja capaz de dizer isso nas urnas”, explicou Simões Pereira.

Simões Pereira diz que hoje o povo gostaria de ouvir se os cidadãos guineenses podem continuar viver na unidade e sem permitir pequenas intrigas que continuam a dividir famílias, tabancas e põe em causa a unidade no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O líder do PCD, Idrissa Djaló, fez lembrar aos atores políticos que o documento rubricado entre os cincos partidos integrantes do espaço de Concertação é um compromisso de esperança para trazer paz e estabilidade a todos guineenses.

“Temos a noção clara sobre a nossa responsabilidade. Não fazemos este ato para vangloriar, festejar a vitoria ou lutar contra nossos irmãos da outra parte, apesar os erros do passado. Mas nos próximos dez anos temos a responsabilidade de construir consensos que vai permitir o país ter a paz e estabilidade”, vincou Djaló.

Durante a crise politica institucional que abalou o país nos últimos três anos, esses partidos desenvolveram uma série de atividades que contribuíram para chegada de entendimentos conducentes à superação da instabilidade que prevalência antes da implementação do Acordo de Conacri.

Neste sentido, o vice-presidente do PCD, Adolfo Ramos, revela que o seu partido decidiu assinar acordo político para dar a sua contribuição no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O líder da UM, Angelo Regalla e o secretário-geral do PND, Aureliano Marcelino Gomes, disseram durante as suas intervenções ser um ato natural entre forças políticas que estiveram do mesmo lado durante a crise política que assolou o país desde 2014.

De referir que durante a última crise política, o PAIGC construiu com aqueles partidos, o chamado espaço de concertação democrática, que se opôs às medidas que foram sendo anunciadas pelo Presidente da Republica, entre as quais, os vários Governos investidos por José Mário Vaz.

O Presidente da República, José Mário Vaz, fixou a data de 10 de Março de 2019 para a realização das eleições legislativas, apesar das dificuldades no processo de recenseamento eleitoral.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) iniciou a semana passada a afixação dos cadernos eleitorais provisórios e iniciou o atendimento de reclamações para a correção de dados nos cartões de eleitor e a recolha de impressões digitais em falta no país e na diáspora.

Segundo os dados provisórios do GTAPE, foram recenseados cerca de 733 mil eleitores.
Por: Alison Cabral

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu