CEDEAO EM BISSAU PARA DESBLOQUEAR NOVO IMPASSE NO PARLAMENTO GUINEENSE

CEDEAO EM BISSAU PARA DESBLOQUEAR NOVO IMPASSE NO PARLAMENTO GUINEENSE

Uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) chega esta terça-feira (30.04) a Bissau para ajudar a desbloquear novo impasse no Parlamento guineense.

A missão da CEDEAO, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama, vai reunir-se com o Presidente José Mário Vaz, com o primeiro-ministro Aristides Gomes e com representantes da comunidade internacional, incluindo a União Africana e União Europeia.

A informação foi confirmada à agência de notícias Lusa por fontes da CEDEAO e também do Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano. De acordo com as fontes citadas pela Lusa, a reunião também contará com membros dos partidos políticos com assento parlamentar.

O mais recente impasse político da Guiné-Bissau surgiu a 18 de abril, logo após a cerimónia de tomada de posse dos novos deputados com a eleição da mesa do Parlamento.

Novo impasse

Depois de os deputados terem reconduzido no cargo Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) primeiro vice-presidente, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), segundo partido mais votado nas legislativas, não conseguiu fazer eleger para o cargo de segundo vice-presidente do Parlamento o seu coordenador nacional, Braima Camará. Agora, o Madem-G15 recusa avançar com outro nome para o cargo.

Por seu turno, o Partido de Renovação Social (PRS), terceira força mais votada nas legislativas de 10 de março, também reclama a indicação do nome do primeiro secretário da mesa do Parlamento.

PRS e Madem-G15, que assinaram um acordo de incidência parlamentar e juntos têm 48 deputados, têm acusado a nova maioria parlamentar de não querer chegar a consensos, enquanto o outro grupo – que inclui o PAIGC, a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com um total de 54 deputados – defende que está a cumprir a lei.

Quase dois meses depois da realização das legislativas na Guiné-Bissau, o novo primeiro-ministro guineense continua sem ser indigitado, apesar de o Parlamento já ter enviado para o Presidente José Mário Vaz o dossier da constituição da mesa do órgão legislativo, sem o segundo vice-presidente, e ter comunicado estarem reunidas as condições para a formação do Governo.

A CEDEAO tem mediado a crise política que existe no país desde 2015 e que nem com as eleições legislativas de 10 de março foi ultrapassada.

Fonte: Lusa

Deixe uma resposta

Close Menu