CEDEAO DEFENDE SOLUÇÃO POLÍTICA PARA DESBLOQUEAR IMPASSE NO PARLAMENTO GUINEENSE

CEDEAO DEFENDE SOLUÇÃO POLÍTICA PARA DESBLOQUEAR IMPASSE NO PARLAMENTO GUINEENSE

Uma missão do alto nível da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), revelou esta terça-feira, 30 de abril de 2019, que a organização defende a solução política para desbloquear impasse no parlamento da Guiné-Bissau.

A intenção da organização sub-regional foi transmitida à imprensa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama, no final de uma audiência com o Presidente da República, José Mário Vaz, na presidência guineense.

Aos jornalistas Onyeama, explicou que a missão da CEDEAO está na Guiné-Bissau com o propósito de encontrar junto dos partidos com assento no parlamento, solução para a situação no impasse registados na composição da mesa do parlamento.

O chefe da diplomacia da Nigéria fez lembrar aos jornalistas que a organização sub-regional acompanhou o processo desde o período da crise até a realização das eleições.

“Como sabem até agora os deputados não concluíram a formação da mesa. E sem a composição do parlamento completa não se pode avançar com a formação executivo e isso aumenta a tensão politica, a situação que pode trazer de novo a instabilidade politica no país”, declarou Onyeama.

Igualmente chefe da missão, disse estar convencido que todas as personalidades envolvidas têm o interesse de ver o país sair desta situação, tendo assegurado neste particular que esta boa vontade demostrada ajudará na resolução do impasse.

O mais recente impasse político na Guiné-Bissau surgiu a 18 de abril, logo após cerimónia de tomada de posse dos novos deputados com a eleição da mesa do parlamento.

Depois de os deputados terem reconduzido no cargo Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) primeiro vice-presidente, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), segundo partido mais votado nas legislativas, não conseguiu fazer eleger para o cargo de segundo vice-presidente do Parlamento o seu coordenador nacional, Braima Camará. Agora, o Madem-G15 recusa avançar com outro nome para o cargo.

Por seu turno, o Partido de Renovação Social (PRS), terceira força mais votada nas legislativas de 10 de março, também reclama a indicação do nome do primeiro secretário da mesa do Parlamento.

Por: AC

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