CADOGO DISPONÍVEL PARA ESCLARECER ALEGADO DESAPARECIMENTO DE 12 MILHÕES DE DÓLARES DADOS POR ANGOLA

CADOGO DISPONÍVEL PARA ESCLARECER ALEGADO DESAPARECIMENTO DE 12 MILHÕES DE DÓLARES DADOS POR ANGOLA

O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, mostrou-se esta quarta-feira, 10 de julho de 2019, disponível para fazer esclarecimento sobre o alegado desaparecimento de 12 milhões de dólares doados por Angola, caso for chamado no Ministério Publico.

“Eu sempre sou homem da paz e sempre tive confiança na justiça guineense, portanto estou pronto para fazer esclarecimento sobre o processo”, afirmou Gomes Júnior.

“Cadogo”, como é popularmente conhecido no país falava a imprensa depois do encontro com o movimento de apoio a sua candidatura a presidencial do país, num dos hotéis em Bissau, na qual pediu união entre os guineenses, com vista a reconstruir a Guiné-Bissau.

Na iniciou da semana numa entrevista a RTP Africa e a Agencia Lusa, o Chefe de Estado Cessante guineense, José Mário Vaz, considerou que agora é uma boa altura para o Ministério Público esclarecer o alegado desaparecimento de 12 milhões de dólares dados por Angola, processo em que chegou a ser detido, porque os protagonistas estão todos no país.

“Jomav” argumentou que os 12 milhões de dólares foram utilizados para satisfazer as necessidades do país naquela altura.

Mário Vaz foi detido pela justiça, em 2013, num processo de averiguações relacionado com o alegado desaparecimento do dinheiro relativo ao apoio orçamental entregue por Angola à Guiné-Bissau na altura em que era ministro das Finanças (entre 2009 e 2012), no governo liderado por Carlos Gomes Júnior.

De recordar que Cadogo regressou ao país em janeiro de 2018, após exilado em Portugal há 5 anos e nos últimos tempos esta entabular contactos com a sua base politica para apresentar a sua candidatura às presidenciais de 24 de novembro do ano em curso.

Dirigindo aos seus simpatizantes, Gomes Júnior mostrou-se esperançoso que os guineenses serão capazes de mudar o rumo a situação sociopolítica da Guiné-Bissau.

Carlos Gomes Júnior foi afastado do Governo na sequência do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, na noite da véspera da segunda volta das eleições presidenciais de então, a que se apresentava contra Kumba Ialá, o carismático líder do Partido da Renovação Social (PRS) e que foi Chefe de Estado guineense entre 2000 e 2003, altura em que foi derrubado também através de uma sublevação militar.

Por: AC

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  1. Votaria no PAIGC

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