BAD financia estudos para construção do porto de águas profundas na Guiné-Bissau

BAD financia estudos para construção do porto de águas profundas na Guiné-Bissau

O Governo guineense assinou hoje com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) uma convenção de financiamento de dois milhões de dólares para custear estudos que vão permitir a construção do porto em águas profundas em Buba, sul do país.

Ao rubricar o protocolo do financiamento, a fundo perdido, o ministro da Economia e Finanças guineense, Geraldo Martins assinalou que, se tudo correr como o previsto pelo Governo, as obras de construção do porto de Buba irão arrancar ainda durante a presente legislatura.

Já próximos dias, adiantou Martins, será lançado um concurso internacional para o recrutamento de um gabinete externo especializado nos estudos que vai determinar se o local indicado para construção do porto é o adequado e ainda propor um desenho da infraestrutura.

O desenho terá que ter as indicações sobre o que será o porto na sua vertente mineral (na perspetiva do escoamento da bauxite) bem como a estrutura comercial, precisou o ministro da Economia e Finanças guineense.

A empresa contratada terá que apresentar um estudo de viabilidade do projeto, bem como as modalidades do financiamento da construção, através da parceria público-privada, precisou ainda Geraldo Martins, lembrando que o porto de águas profundas de Buba “será o maior projeto” da Guiné-Bissau e o mais estruturante do plano de desenvolvimento nacional, Terra Ranka (a terra arrancou).

O Terra Ranka é o plano sobre o qual assentará toda estratégia de desenvolvimento da Guiné-Bissau, na perspetiva do atual Governo.

O projeto de construção do porto de Buba, com 18 metros de profundidade e capacidade para receber, em simultâneo navios de até 70 mil toneladas, é um sonho antigo das autoridades guineenses, mas que tem sido adiado há vários anos devido à instabilidade político governativa.

A construção do porto de Buba, que faz parte do projeto de exploração do bauxite na região de Boé, leste da Guiné-Bissau, tem sido falada de forma acentuada desde 2007, a partir de um acordo rubricado com o Governo angolano, que anunciou um envelope de 500 milhões de dólares que englobaria também linhas de estradas do escoamento do mineral.

LUSA

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