ARO SISSOCO EMBALÓ PEDE RETIRADA DA ECOMIB NA GUINÉ-BISSAU

ARO SISSOCO EMBALÓ PEDE RETIRADA DA ECOMIB NA GUINÉ-BISSAU

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O antigo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, reafirmou esta quinta-feira, 20 de Dezembro de 2018, a sua vontade da ECOMIB abandonar o país,alegando que a sua presença já não se justifica na medida em que a Guiné-Bissau não está em guerra.

As forças da ECOMIB estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses.

Em declaração à imprensa no aeroporto internacional “Osvaldo Vieira” em Bissau, de regresso do Congo, Sissoco Embaló, convida os guineenses a refletirem sobre a necessidade de mantém ECOMIB no país, que tem defendido a sua retirada.

“Na altura, enquanto primeiro-ministro afirmei publicamente que chegou a altura da retirada da força, porque o país  não está em guerra guerra, como nos outros países, nomeadamente a Guiné-Conacri”,declarou Sissoco Embaló.

Em abril do ano em curso, após uma cimeira extraordinária para analisar a situação política na Guiné-Bissau, realizada em Lomé, no Togo, os chefes de Estado e de Governo anunciaram, em comunicado, que a
ECOMIB iria permanecer no país até 30 de junho.

O objetivo da força de interposição é promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau com base no direito internacional, na carta das Nações Unidas, do tratado da CEDEAO e no protocolo sobre prevenção de conflitos daquela organização.

Aforça de interposição tem tido problemas de financiamento para manter a sua presença e a União Africana tem feito apelos à comunidade internacional para manter o apoio financeiro às operações daquela força de interposição.

Desde 2015, a União Europeia já disponibilizou mais de 27 milhões de euros para apoiar a presença da
ECOMIB no país.

Na sua longa intervenção no aeroporto, Umaro Sissoco Embaló criticou a postura do governo relativamente a greve nas escolas públicas do país.

Neste momento, os alunos guineenses, que já perderam o primeiro período do ano letivo devido à greve dos professores, ameaçaram paralisar o país em todos os setores, se os professores continuassem em greve.

Por: Redação RJ

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  1. Eu pra mim é muito primaturo a retirada de ECOMIB no país dada a incerteza, das ameaças intimidaçōes que os guineenses estão a ser alvo.
    Devem voltar sim, mas isso deve ser só quando temos um governo democraticame eleito pelo povo guineense, caso contrário algo indesejavel pode acontecer inviablizando de que maneira o processo eleitoral.

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