ARISTIDES GOMES PEDE A PJ PROSSEGUIR COM INVESTIGAÇÕES NO PROCESSO DE ARROZ DO POVO

ARISTIDES GOMES PEDE A PJ PROSSEGUIR COM INVESTIGAÇÕES NO PROCESSO DE ARROZ DO POVO

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes encorajou a Policia Judiciaria (PJ) a prosseguir com o inquérito visando situar as responsabilidades no descaminho verificado na distribuição do arroz doado pela China.

O apelo vem expressa numa nota que à Radio Jovem teve acesso este sabado, 06 de abril de 2019, na qual Gomes referiu que como forma de assegurar a transparência na distribuição do arroz sempre instruiu ao ministro da Agricultura que o armazenamento do referido produto continue em Bissau e que as operações sejam efetuadas a partir daí na sua presença enquanto chefe do governo.

Na nota, o líder do governo guineense referiu que qualquer outra versão, visa pura e simplesmente deturpar as linhas de orientação emanadas de Aristides Gomes na presença do secretário de Estado do Tesouro, Suleimane Seide e assim confundir a opinião pública.

Na quinta-feira, o ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, afirmou que o arroz apreendido pela Policia Judiciária (PJ), foi colocado no referido armazém em Bafatá pelo próprio Ministério, com o conhecimento do primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Segundo Santos, o arroz apreendido pela PJ foram armazenadas no armazém de Botché Candé (Conselheiro do Presidente guineense) para posteriormente ser distribuída as populações da zona agrícola em Bafatá.

Uma versão que foi negada pela PJ guineense esta sexta-feira em conferência de imprensa para fazer o balanço da operação denominado “Arroz de Povo”, no leste do país.

Perante este cenário, a PJ não descarta a possibilidade de ouvir o titular da pasta da agricultura, Nicolau dos Santos.

No âmbito desta primeira fase da operação denominada “Arroz do Povo” a PJ guineense deteve três pessoas em Bafatá, entre o quais o delegado regional da Agricultura e uma viatura onde estava alguns sacos de arroz desviado.

Embora a instituição considera que o delegado regional da Agricultura em Bafatá, Tcherno Mamadu Djaló não tem responsabilidade no desvio de arroz, porque foi forjado a assinar o documento da receção do produto.

Segundo indicação de Fernando Jorge, durante a operação os responsáveis do armazém da empresa Cuba Lda, onde o produto foi estocado e o proprietário da viatura, Mussa Canté puseram-se em fuga.

Por: Alison Cabral

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