ARISTIDES GOMES: “NUNCA SENTI PRESSÃO QUE VOU SER DEMITIDO PELO CHEFE ESTADO GUINEENSE”

ARISTIDES GOMES: “NUNCA SENTI PRESSÃO QUE VOU SER DEMITIDO PELO CHEFE ESTADO GUINEENSE”

O primeiro-ministro guineense, afirmou esta terça-feira, 20 de Novembro de 2018, que nunca sentiu pressão que possa ser demitido pelo Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, apesar de não ter conseguido organizar eleições legislativas, a 18 de Novembro do ano em curso.

Em abril, o Chefe de Estado guineense marcou a data do escrutínio para 18 de novembro, mas dificuldades admitidas pelo Governo fazem com que as eleições não tivessem lugar na data marcada.

Aristides Gomes garante que nunca passou-lhe pela cabeça o medo de ser demitido.

“Eu nunca pensei nisso, é a segunda vez que sou primeiro-ministro, já estive no governo algumas vezes. Sempre pensei na realização do meu programa (realizações das eleições legislativas), nunca tive medo de perder o lugar, sempre fiz a minha vida independentemente do estado”, argumentou Gomes.

Gomes, falava aos jornalistas na apresentação preliminar dos dados de recenseamento eleitoral em curso, nas instalações do Ministério das Finanças, na presença da ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes, onde foi anunciado que já foram recenseados 74% dos indivíduos potenciais eleitores.

Aos jornalistas, Aristides Gomes, assegura que com mais 15 dias o recenseamento eleitoral, o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), vai registar toda a população com idade eleitoral no país.

O Governo guineense decidiu prolongar por mais 15 dias o recenseamento eleitoral, que devia terminar esta terça-feira, para as eleições legislativas, ainda sem data marcada.

No comunicado, o Governo explica que a decisão visa conferir ao recenseamento um nível de participação mais aceitável para garantir um processo mais justo e transparente.

De salientar que no sábado último, o Presidente da Republica, José Mário Vaz, confirmou que o atual primeiro-ministro, Aristides Gomes, é quem vai organizar eleições legislativas, ainda sem data marcada.

Num encontro com os régulos (líderes tradicionais) na localidade de Bula, norte da Guiné-Bissau, e respondendo aos jornalistas, José Mário Vaz garantiu que não tenciona demitir o primeiro-ministro, Aristides Gomes e será este quem vai organizar eleições.

José Mário Vaz exortou apenas Aristides Gomes a reforçar o diálogo com os atores políticos para a busca de consensos sobre o recenseamento eleitoral, que tem sido contestado por vários setores.

Por: Alison Cabral

 

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