ANTIGO REPRESENTANTE DA ONU NA GUINÉ-BISSAU, RAMOS-HORTA REGRESSA AO EXECUTIVO TIMORENSE PARA APOIAR CONSOLIDAÇÃO DO PAÍS

ANTIGO REPRESENTANTE DA ONU NA GUINÉ-BISSAU, RAMOS-HORTA REGRESSA AO EXECUTIVO TIMORENSE PARA APOIAR CONSOLIDAÇÃO DO PAÍS

O antigo representante da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos Horta é novo ministro do Estado de Timor-Leste.

Ramos-Horta, que chefiou a UNIOGBIS no país durante 18 meses, disse que regressou ao Executivo para apoiar os esforços de governação de Mari Alkatiri e contribuir para a consolidação da paz e do desenvolvimento de Timor-Leste nos próximos anos.

O prêmio Nobel da Paz, Ramos-Horta vai integrar o Executivo como ministro de Estado e conselheiro para a Segurança Nacional, regressando a um cargo executivo, depois de ter sido foi chefe da diplomacia no primeiro Governo timorense (2002) e assumido o cargo de primeiro-ministro entre 2006 e 2007.

O Governo de coligação, liderado por Mari Alkatiri, é apoiado pela Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e pelo Partido Democrático (PD), contando com membros independentes ou próximos de outras forças políticas.

Ramos-Horta explicou que vai estar no Governo num novo mecanismo, o Conselho de Segurança Nacional, modelo idêntico ao norte-americano, que “faz parte do gabinete do primeiro-ministro”.

Apesar de começar como um governo minoritário, Ramos-Horta mostrou-se confiante de que “será um Governo forte” e que Xanana Gusmão, líder do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), segundo partido mais votado, dará o seu apoio.

No sábado, José Ramos-Horta parte para Nova Iorque, onde vai representar o chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, na 72.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU e discursar em nome de Timor-Leste no dia 20 de setembro.

O antigo da ONU em Bissau vai ainda participar numa sessão especial do Conselho de Segurança sobre as operações de paz da ONU e que terá sobre a mesa o relatório do painel para as operações de paz, a que o próprio Horta presidiu.

De recordar que o ex-Presidente de Timor-Leste partilhou no mês de fevereiro do ano em curso a sua experiência no processo de reconciliação do seu país, durante um simpósio no Parlamento da Guiné-Bissau. Evento é mais uma tentativa para a estabilidade guineense.

//Alison Cabral

Fonte: Sapo

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