AGNELO REGALLA DEFENDE A REFUNDAÇÃO DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU

AGNELO REGALLA DEFENDE A REFUNDAÇÃO DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU


O líder da União para Mudança (UM), Agnelo Regalla, elege a refundação do Estado guineense como prioridade do partido, para conter a instabilidade cíclica na Guiné-Bissau, caso for chamado a governar o país nos próximos quatro anos.

Para Regala, a Guiné-Bissau precisa de um Estado forte, com instituições fortes e que vai funcionar de forma democrática, onde a regra dos princípios dos valores democráticos sejam respeitados.

Convidado pela Rádio Jovem, esta quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019, para apresentar os principais eixos do programa eleitoral da União para Mudança, o dirigente político guineense reforça ainda que a UM defende “uma interdependência entre os órgãos da soberania, no quadro do sistema semi-presidencialista”.

“Precisamos ter um Estado descentralizado, desconcentrado e ao serviço do cidadão guineense, e não é o cidadão que tem vir a sua procura”, declarou Regalla.

Regalla revela também que no programa eleitoral, a UM vai dar atenção especial aos sectores da educação, saúde, pesca e reforma da defesa e segurança, setores considerados, na perspetiva daquela formação política, como “eixos fundamentais para o processo do desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau”.

De acordo com Regala, se o partido foi outorgado o poder nas eleições legislativas de 10 Março próximo, a UM vai “investir fortemente” para fazer a reforma no sector da educação e saúde.

“Nós pensamos que é fundamental proceder-se a par de outras reformas, a reforma do sector da saúde e educação. É preciso elevar o nível do ensino, porque país lança muita gente para o mercado do trabalho que não tem condições da sua inserção neste mesmo mercado, por isso é preciso ir retomar toda essa gente e reciclá-la para contribuir no mercado do trabalho”, explicou Regalla.

O dirigente partidário assegura que a palavra de ordem da UM neste processo eleitoral em curso no país “é unir os guineenses, desenvolver o país e construir o futuro por uma Guiné-Bissau positiva”.

Regalla sublinha, no entanto, que o “fator unidade” é essencial para o país e o partido deve ser capaz de unir os guineenses no quadro da diversidade cultural que permite alavancar o seu desenvolvimento.

A UM faz parte de cinco partidos políticos guineenses integrantes do espaço de Concertação concorrentes às eleições legislativas de 10 de março. Na sequência da criação desse espaço, as formações políticas integrantes do grupo assinaram um acordo político de compromisso pré e pós-eleitoral que prevê, em caso de vitória eleitoral, a formação de um governo inclusivo.

Tratam-se do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD), União para Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND).

O documento rubricado num dos hotéis da capital guineense prevê, entre outros aspetos, o estabelecimento de um acordo de incidência parlamentar para a estabilidade governativa, entendimento e consenso na Assembleia Nacional Popular, em torno das grandes reformas políticas.  

Por: Alison Cabral

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This Post Has One Comment

  1. O meu obrigado para os dirigentes desses partidos. Quem pensa para uma Guiné-Bissau melhor; deve votar em um dos partidos.

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