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UNTG DETERMINADO EM PROSSEGUIR COM A GREVE NA FUNÇÃO PUBLICA GUINEENSE ATE CUMPRIMENTO DO REAJUSTE SALARIAL

13 Junho 2018 Notícias





A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), a Central Sindical da Guiné-Bissau, mostra-se determinada a prosseguir, de forma sucessiva, com a greve na função pública até o governo cumprir a nova grelha salarial, já promulgada pelo Presidente da República.

A garantia foi dada, nesta terça-feira, pelo porta-voz da Comissão Negocial da UNTG, José Alves Té, numa conferência de imprensa sobre o primeiro da paralisação na função pública guineense, na qual garante que o Central Sindical só está a exigir o cumprimento das promessas feitas pelo governo em Dezembro de 2016.

“A Central Sindical apenas exige o cumprimento das obrigações assumidas pelo governo. Neste sentido, alertamos ainda que estamos determinados a prosseguir com as sucessivas greves até que seja resolvido os nossos problemas, neste caso, aplicação do reajuste salarial”, afirmou Alves Té.

Segundo a indicação do sindicalista, a paralisação que iniciou nesta terça-feira atingiu 95% nas áreas da saúde pública, nos serviços das alfândegas, notariado e registo civil, ambos do Ministério da Justiça e ao nível do território nacional.

Aos jornalistas na sede principal da UNTG, em Bissau, Alves Té, garante que a Central Sindical, está aberto para dialogar com o executivo na busca do entendimento.

“O ideal é isso, é de negociarmos para chegarmos um entendimento, porque isso não nos leva a nenhum sitio, mas, a verdade é que faz todo sentido exigirmos os nossos direitos”, referiu Té.

Questionado pela imprensa sobre alguns sindicatos filiados na UNTG que não aderiram a paralisação, o sindicalista garante que o assunto vai ser analisado no fórum próprio da Central Sindical nos próximos dias.

Segundo apurou à Rádio Jovem, os sindicatos que demarcaram-se da greve, são do Comércio e o da administração pública.

A UNTG considerou de paradoxal o facto de existir uma descriminação entre os funcionários públicos e funcionários das empresas privadas no que concerne a segurança social.

O ordenado mínimo pago na Função Pública é de cerca de 30.000 francos cfa (cerca de 45 euros). Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, ultrapassa os 20 euros.

A UNTG realizou entre 07 e 09 de maio uma greve de três dias a exigir o reajuste salarial e teve uma adesão de cerca de 85% em todo o país.

Esta segunda paralisação termina na quinta-feira, mas a Central Sindical reserva o direito de mobilizar os trabalhadores para desencadear uma greve semanal e sucessivamente até que seja tomada uma posição a favor dos trabalhadores.

Por: Alison Cabral





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