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CIMEIRA: PAIGC E PRS A CAMINHO DE LOMÉ

13 Abril 2018 Notícias





Os dois principais partidos políticos no parlamento, signatários do Acordo de Conacri, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido Renovação Social (PRS), partiram hoje para Lomé, capital do Togo, para participar na cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, dedicada exclusivamente à crise política vigente da Guiné-Bissau.

Além dos dois partidos políticos, o presidente do Parlamento viajou também na comitiva, que ainda não tem em mãos a agenda da conferência que decorre amanhã, em Lomé. O Chefe de Estado, José Mário Vaz parte num voo privado na madrugada de sábado.

O líder do hemiciclo, Cipriano Cassamá acredita que os dois principais partidos no parlamento, vão alcançar um acordo, na cimeira de Lomé, que possa pôr fim a instabilidade política.

A terceira vice-presidente do PRS, Martina Moniz, afirmou hoje aos jornalistas, no aeroporto Internacional de Bissau, antes de partir para Togo, que o seu partido mantém firme a sua posição de não aceitar e apoiar a nomeação de Augusto Olivais para o cargo do primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

O Líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, disse que o partido vai à cimeira na expectativa de que seja possível alcançar solução que permita a aplicação do espírito e da letra do Acordo de Conacri ou que o Presidente da República cumpra com a Constituição.

Segundo fontes oficiais, ficaram de fora, o grupo dos quinze deputados expulsos do PAIGC e os restantes partidos com assento parlamentar. Uma fonte do PAIGC avançou que o presidente do partido vai representar o Colectivo dos Partidos Democráticos, onde estão representados os três partidos parlamentares que ficaram em Bissau, nomeadamente, UM, PCD e PND.

Cada delegação que partiu para Lomé é composta por três elementos: Domingos Simões Pereira, Dam Yalá e Califa Seidi, do PAIGC e Martina Moniz, Carmelita Pires e Sola N´quilin vão representar o PRS. A grande novidade é que não consta da lista nenhum dos dirigentes alvos de sanção por parte da CEDEAO.

No sábado, a organização sub-regional vai realizar uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo em Lomé, no Togo, para, entre outros assuntos, analisar a situação política na Guiné-Bissau.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela CEDEAO e assinado pelos partidos com representação parlamentar, mais os 15 deputados dissidentes do PAIGC e o presidente do parlamento, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, entre outros pontos, criado para ultrapassar a crise política que a Guiné-Bissau vive há quase três anos.

A organização regional considera que o acordo ainda não foi cumprido e em fevereiro sancionou 19 guineenses, entre os quais vários dirigentes do PRS, do grupo dos deputados dissidentes do PAIGC e o filho do chefe de Estado guineense.

Redação RJ





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