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LÍDER DO PCD ACREDITA NA MEDIAÇÃO DA CEDEAO PARA APLICAÇÃO DO ACORDO DE CONACRI

11 Abril 2018 Notícias





O líder do Partido da Convergência de Democrática (PCD), mostrou-se esta terça-feira (10.04) confiante que a Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) vai tomar medida tendente desta vez em impôr o Presidente da Republica, José Mario Vaz a nomear Augusto Olivais como primeiro-ministro.

Para Vicente Fernandes, o Chefe de Estado só tem um caminho para resolver a situação prevalecente no país, que é cumprir com o documento assinado pelos atores políticos na Guiné-Conacri em 2016, para acabar com a crise politica que já dura há três anos.

“Nós estamos convencidos que a única solução, não há outra solução independente destas manobras paliativas e dilatórias do Presidente da República que tem querido ganhar o tempo com sucessivos primeiro-ministros que não conseguem formar governo, mas penso, desejo e sonho que de facto que eles definitivamente tomem uma posição em impor José Mario Vaz a nomear um primeiro-ministro do consenso”, disse Fernandes.

A missão da organização que se encontra no país, já avistou-se esta quarta-feira (11.04) com o Presidente da Republica, José Mario Vaz, o líder do Parlamento, Cipriano Cassama e o primeiro-ministro, Artur Silva, para inteirar da situação da crise politica na Guiné-Bissau.

Neste sentido, o presidente do PCD, instou aos líderes do bloco regional a tomar medidas duras contra o Presidente da Republica, caso não aceite cumprir com o Acordo de Conacri.

“Não é sonhar, é pensar alto e em viva voz que de facto que a CEDEAO impar respeito sobre cumprimento do Acordo de Conacri, porque é uma organização internacional que teve e tem o aval das outras organizações internacionais, nomeadamente a União Africana, a União Europeia e as Nações Unidas. Portanto neste quadro a organização sub-regional não pode perder a face”, argumentou Fernandes.

Convidado pela Radio Jovem abordar a vinda de mais uma missão da CEDEAO a Guiné-Bissau, Fernandes diz que de que se a organização não conseguir impôr o cumprimento do documento no país, pensa que é o prenúncio do fim da derrocada do bloco regional.

O presidente da comissão CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou, disse esta terça-feira (10.04) a imprensa que está em contacto com as autoridades “para discutir a crise política”, remetendo mais detalhes da missão para a delegação ministerial que irá reunir-se esta tarde com as partes signatárias do Acordo de Conacri.

A Guiné-Bissau está mais de 80 dias sem o executivo, a legislatura do atual mantado parlamentar termina a 23 de Abril do ano em curso e há quase quatro anos mergulhada numa autêntica disputa pelo poder. No início do ano, o Chefe de Estado, José Mário Vaz, demitiu o executivo liderado por Umaro Sissoco Embaló e nomeou um novo primeiro-ministro, que até agora não apresentou o seu elenco governamental.

Aquando da sua tomada de posse, prometeu “para breve” a formação do seu governo, o que não aconteceu, tendo remetido a um silêncio ensurdecedor. O impasse persiste com reflexo directo na vida das populações.

Os prolongados cortes no fornecimento da luz e água são mais recorrentes. Os preços dos produtos da primeira necessidade estão a disparar no mercado e as principiais instituições da república estão completamente paradas. Há uma espécie de serviço mínimo.

Por: Alison Cabral

 

 

 





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