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LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS EXIGE ABERTURA DE INQUÉRITO DA MORTE DO CIDADÃO DA GUINÉ-BISSAU

13 Fevereiro 2018 Notícias





A liga guineense dos direitos humanos (LGDH) exorta a abertura de um inquérito urgente, transparente e conclusivo, com vista a responsabilização criminal dos atores morais e materiais da morte do cidadão guineense na semana passada, assim como dos três assassinatos nas florestas de Borofaye, anunciou esta segunda-feira (12.02) a organização numa carta aberta entregue na embaixada do Senegal no país.

Segundo a carta que a Rádio Jovem teve acesso, a organização liderada por Augusto Mário Silva, exige a assunção total, por parte do Estado Senegalês, dos custos de tratamentos médicos e medicamentosa de todos os feridos em conexão com este trágico incidente.

“Alertar sobre os perigos da inação das autoridades senegalesas face aos sucessivos atos abusivos das forças sob suas ordens, capaz de pôr em causa os princípios de boa vizinhança e da convivência pacífica entre os dois países”, lê-se ainda nesta carta dirigida ao governo do Senegal.

A LGDH exige a adoção de medidas céleres e adequadas, para pôr fim a impunidade no seio das forças de segurança afectas as zonas fronteiriças, criando assim condições para a existência de um ambiente de paz e tranquilidade entre os dois povos.

Por fim, a organização que luta pelo direito humano, reserva o direito de recorrer às instâncias regionais e internacionais, nomeadamente ao Tribunal da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, em caso da inação das autoridades senegalesas.

De recordar que no passado dia 8 do mês em curso, um grupo de cidadãos guineenses que se deslocava ao Senegal com propósito de participar numa cerimónia religiosa “Giara”, na aldeia de Madinatoul-houda, arredores de Velingara, foi alvo de atos atentatórios dos direitos fundamentais, que resultaram num morto e cinco feridos.

No percurso para esta localidade, situação na zona fronteira com a Guiné-Bissau, os guineenses que se seguiram numa comitiva, foram interpelados no posto de controlo de Nianao pelas autoridades polícias senegalês, exigindo o pagamento de uma soma de 2.500 FCFA por cada viatura, referente a taxa de trânsito denominada de Passavant. A recusa de pagamento do referido valor, originou uma discussão que levou as autoridades policiais do Senegal a disparar indiscriminadamente contra os passageiros guineenses, tendo provocado um morte e 5 feridos graves.

// Alison Cabral

 

 

 





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