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JOÃO CONDUTO PEDE A CEDEAO PARA APLICAR SANÇÕES CONTRA O CHEFE DE ESTADO JOSÉ MARIO VAZ

26 Janeiro 2018 Opinião





A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deve honrar os seus compromissos e aplicar sanções aos atores políticos guineenses que dificultam o cumprimento do Acordo de Conacri, com destaque para o Chefe de Estado, José Mário Vaz, o maior responsável pela crise do país.

A opinião é do economista e investigador guineense, radicado em Portugal, João Conduto, numa declaração a RDP ÁFRICA quinta-feira (25.01).

Para João Conduto, o Presidente da República não tem noção sobre o que é dirigir o destino de um país e que pelos seus atos deve ser responsabilizado criminalmente por tudo que tem acontecido na Guiné-Bissau.

“O presidente José Mário Vaz tem que ser responsabilizado, isso é uma responsabilização que tem ser forte não só externamente, assim como internamente porque a gravidade é total. Por isso, a CEDEAO deve ser contundente para aplicar sanções as pessoas que dificultam o cumprimento do acordo, incluindo o próprio Mário Vaz como responsável desta situação”, argumentou Conduto.

O economista e investigador guineense acusa ainda o Presidente da República de comprometer o presente e o futuro da Guiné-Bissau, nomeadamente da juventude devido a crise que criou no país há mais de dois.

“O presidente comprometeu o presente e futuro da Guiné-Bissau, portanto as pessoas têm problemas serios. O não cuidado com a saúde, há jovens que estão a ficar com futuro cada vez mais fusco, a escola continua a piorar e num país como nosso cada dia que passa sem que haja um governo é grave”, rematou João Conduto, visivelmente preocupado com a crise política do país.

O comentário do economista e investigador guineense, João Conduto, acontece numa altura que expirou a moratória dada pela organização sub-regional ao Chefe de Estado, José Mário Vaz para aplicar o Acordo de Conacri.

Apesar disso, continua prevalecendo um silêncio total no país sobre a nomeação de novo Chefe de Governo.

Segundo soube a Rádio Jovem junto do gabinete da assessoria da Presidência da República, o Chefe de Estado, José Mário Vaz, viaja nesta sexta-feira (26.01) para Addis Abeba, Etiópia, para participar, no sábado, na cimeira extraordinária da CEDEAO sobre a aplicação do Acordo de Conacri.

O encontro incidirá sobre a distribuição de postos estatutários e o cumprimento do Acordo de Conacri.

Recorde-se que a delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve na semana passada em Bissau por dois dias em busca de uma estratégia de implementação do Acordo de Conacri, conclui que não houve nenhum progresso significativo na implementação desse acordo que visa pôr fim a crise política que dura há mais de dois anos.

A Cimeira da CEDEAO de Abuja, Nigéria, no fim do ano passado, tinha dado um prazo de 30 dias às autoridades guineenses para implementar o Acordo, um prazo que expirou no dia 16 de Janeiro.

Com extremar de posições e o persistente impasse político, a CEDEAO diz que irá avançar para a aplicação de sanções contra as pessoas que impedem a efetiva implementação do Acordo, lê-se no comunicado final da missão divulgado a imprensa em Bissau.

As divergências persistem entre o PAIGC, partido que venceu as eleições em 2014, e os seus deputados expulsos que reclamam o regresso aos lugares que ocupavam na direção.

Os quinze deputados expulsos condicionam o regresso ao partido com a anulação do Congresso previsto para o final do mês. Uma proposta prontamente refutada pela direção do PAIGC.

No domingo e na segunda-feira, José Mário Vaz deverá participar também na cimeira da União Africana.

// Alison Cabral





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