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“JOSÉ MARIO VAZ DEVE ASSUMIR O PAPEL DE ARBITRO PARA TIRAR A GUINÉ-BISSAU DA CRISE POLÍTICA”

17 Janeiro 2018 Opinião





O analista e sociólogo guineense, Dautarim da Costa, defendeu esta quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018, que o Presidente da República, José Mário Vaz só tem duas alternativas para tirar o país na crise política, vigente que passa pelo cumprimento do Acordo de Conacri ou respeitando a Constituição da Republica do país.

Costa entende que se o Chefe de Estado resolver criar um governo da iniciativa presidencial nesta altura, vai voltar a ter a mesma oposição que motivou a queda do governo de Umaro Sissoco Embaló.

“Na minha opinião, acho que a manobra do presidente é muito curta, porque está muito desgastado devido a esta situação, sobretudo política, por isso, ele tem somente duas possibilidades, o mais forte é cumprindo com o Acordo de Conacri ou em alternativa usar a constituição da república para resolver o impasse político na Guiné-Bissau”, argumentou o analista e sociólogo.

Com a exoneração de Sissoco Embaló esta Terça-feira, os guineenses estão expectantes quanto à figura nomeada por Mário Vaz que irá liderar o sexto governo, nomeado através do documento rubricado pelos atores políticos em Outubro de 2016.

Em declaração a Rádio Jovem, Dautarim da Costa, revela que será surpresa se o Presidente da República, José Mário Vaz tomar a decisão de nomear um primeiro-ministro em conformidade com a legalidade ou legitimidade.

“Na verdade as decisões do presidente da república nesta matéria têm sido sempre contrárias a que a lei diz ou aquilo que a legitimidade pressupõe. Neste sentido será surpreendente se ele nesta conjuntura política tomar uma decisão que vai em conformidade com a legalidade ou legalidade”, referiu Costa.

Conduto revela que tudo é possível, porque José Mário Vaz habituou aos guineenses ao grau da imprevibilidade de tomar a decisão que não vai ao encontro da constituição da república do país, acordos e a legitimidade política.

Neste sentido, o analista e sociólogo guineense, alerta ao Chefe de Estado de que as decisões tomadas no campo político têm enorme impacto na vida quotidiana do povo guineense, nomeadamente no sector da educação, saúde e a capacidade da existência razoável.

“Quando o país não está a funcionar, a fome vai aumentar, os alunos não vão ter acesso as aulas nas escolas públicas e muitas pessoas vão morrer nos hospitais. Por isso, são questões fundamentais quando o Chefe de Estado vai tomar uma decisão no campo político, num país que vive de instabilidade recorrente”, rematou Dautarim da Costa.

Perante este, Costa, instou ao “Jomav”, como é conhecido o Presidente da república no país, para assumir desta vez um papel de árbitro pela primeira vez e sair da situação de protector do grupo dos deputados expulsos do Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC).

De recordar que o prazo de 30 dias concedido pelos líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) aos responsáveis políticos da Guiné-Bissau encontrarem uma solução para o impasse político, vigente há mais de dois anos, terminou esta terça-feira (16 de Janeiro).

No país já se encontra uma delegação da organização sub-regional, enviado pelo presidente em exercício da CEDEAO, igualmente presidente do Togo, Faure Gnassingbé para reunir com atores políticos.

Segundo apurou a Rádio Jovem, através da assessoria do gabinete da Presidência da República, a delegação deverá reunir-se com o Chefe de Estado, José Mário Vaz, esta quarta-feira, seguindo-se de encontros com os partidos políticos signatários do Acordo de Conacri.

Em Abuja (Nigeria), na última cimeira da CEDEAO, os líderes da organização incumbiram ao Presidente Alpha Conde, da Guiné-Conacri, e Faure Gnassinbé, do Togo, de encetarem consultas com todas as partes, num prazo de 30 dias, findo os quais as sanções coletivas e individuais serão aplicadas às entidades que colocam entraves na aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri é um instrumento proposto pela CEDEAO, em Outubro de 2016, para acabar com a crise política na Guiné-Bissau, mas a sua aplicação tem sido objeto de controvérsia entre os líderes guineenses.

// Alison Cabral

 

 





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