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SECÇÃO DE BACHIL ENFRENTA ENORMES DIFICULDADES SOCIAIS EM VÁRIOS NÍVEIS

8 Novembro 2017 Notícias





A Comunidade da secção de Bachil, situada a 25 quilômetro da cidade de Cacheu, norte da Guiné-Bissau, enfrenta enormes dificuldades sociais em vários níveis, nomeadamente a falta do Centro Sanitário, falta de liceu para o ensino complementar e de candeeiros solares.

Devido a falta de centro adequado para atender os pacientes, a casa do régulo local serve como um espaço para atender a comunidade em caso de doença, apesar da  secção dispor de um espaço concedido pelo régulo para construir um posto de saúde para a população desde 2010.

A preocupação da comunidade foi transmitida pelo régulo local ao Chefe de Estado, José Mário Vaz  segunda-feira (06 de Novembro de 2017), a margem da sua visita às diferentes bolanhas da região de Cacheu no âmbito da sua fundação “Mon Na Lama”, onde estava acompanhado por dois membros do Executivo.

Na ocasião, Lúcio Balincante Rodrigues, pediu a intervenção urgente do executivo no sentido de resolver as necessidades da população local que está a 11 quilômetros do sector de Canchungo.

“Uns dos aspectos que tem contribuído para a fuga dos jovens da secção a capital, Bissau, tem a ver com a falta de liceu, porque terminam o ensino secundário, mas não têm condições de prosseguir os estudos, daí resolvem mudar para a capital. Neste sentido é importante o apoio do executivo na resolução das dificuldades sociais na nossa secção”, declarou Balincante Rodrigues.

Para além de pedir apoio ao executivo na resolução das dificuldades sociais, o régulo criticou duramente a forma como o governo distribuiu os candeeiros solares doados pelos parceiros internacionais, na região de Cacheu, onde a secção de Bachil não beneficiou, apesar de vários contatos feitos pela comunidade.

Dirigindo diretamente ao Presidente da República, Lúcio Balincante Rodrigues, instou ao Chefe de Estado a intervir na resolução deste caso dos candeeiros solares distribuídos.

“Estamos magoados pela forma que foi distribuído os candeeiros nas diferentes secções na região, mas não fomos incluídos sem uma justificação das autoridades competentes, por isso apelamos a intervenção do Presidente da Republica na resolução deste processo”, rematou o régulo da comunidade.

Relativamente às bolanhas, o régulo instou ao Chefe de Estado, a apoiar a comunidade local na recuperação das bolanhas afetadas pela água salgada há vários anos

Balincante Rodrigues, revela que a população local gasta muito dinheiro para o cultivo do arroz devido a falta de apoio do governo.

Apesar das dificuldades em vários níveis, a comunidade local conseguiu produzir 35 mil toneladas de arroz nos 7 hectares de bolanhas, segundo a indicação do régulo.

Lúcio Balincante Rodrigues, indicou ainda que as bolanhas das localidades de Bachil têm a capacidade enorme de retenção da água para permitir fazer colheita nos períodos de chuva.

Neste sentido, o régulo da comunidade, assegurou que a comunidade local acredita piamente na fundação “Mon Na Lama” para produção do arroz.

Reagindo a preocupação da população local, o ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, prometeu total apoio do executivo na recuperação das bolanhas da secção de Bachil.

“No quadro do programa do executivo consta a recuperação das bolanhas que foram atingidas com inundações ou afetadas com água salgada, através da ajuda dos nossos parceiros internacionais”, garantiu o governante na presença do Chefe de Estado.

Esta ultima etapa da visita de José Mário Vaz às diferentes bolanhas da região de Cacheu, tinha como intuito constatar o estado em que se encontravam as bolanhas e dar o seu apoio aos populares desta zona.

Durante o percurso feito nas diferentes bolanhas da região de Cacheu, Jomav, como é conhecido entre os guineenses, não prestou quaisquer declarações à imprensa.

No final da visita, o Presidente da Republica, foi recebido em clima de festa por mais de uma centena de pessoas em Bissau, na zona verde no bairro de ajuda.

Mário Vaz, ladeado pelos seus diretos colaboradores, seguiu a caminhada a pé até ao centro da cidade (Palácio Presidencial).

//Alison Cabral (AC)





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