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20% DA POPULAÇÃO GUINEENSE CONTINUA A DEFECAR AO LAR LIVRE

12 Outubro 2017 Notícias





O Executivo pretende elaborar uma estratégia junto com os seus parceiros internacionais para acabar com a prática da defecação ao livre no país, segundo um relatório apresentado esta quarta-feira (11 de Outubro de 2017) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP).

De acordo com mesmo relatório, cerca de 20% da população guineense continua a defecar ao ar livre, apesar de avanços consideráveis obtidos no combate a esta pratica nos últimos tempos tanto pelo executivo e bem como pelos parceiros que intervém nesta luta.

O coordenador do Centro de Estudos Ambientais da “INEP”, revela que apesar deste avanço obtido pela Guiné-Bissau, a prática de defecação ao céu aberto ainda está a causar muitas doenças no país.

“A decisão foi tomada na reunião do Conselho de Ministros no sentido de fazermos um estudo com os nossos parceiros devido a enormes doenças que esta prática está a causar aos guineenses ” sublinhou Augusto Bock, coordenador do Centro de Estudo Ambientais da “INEP”.

Augusto Bock, falava a imprensa a margem de um seminário de validação do relatório preliminar do estudo sobre “Situação da Posse e Uso das Latrinas ou Retretes versus a Pratica da Defecação ao Ar Livre na Guiné-Bissau”, organizado pelo “INEP”.

Segundo estudo realizado, as regiões de Bolama/Bijagós e Cacheu, são considerados zonas com a maior prática de defecação ao ar livre, devido ao aspecto cultural e sócio antropológico das etnias.

Confrontado com a situação, Augusto Bock, disse que a única forma de contornar esta prática passa necessariamente pela utilização das latrinas.

“Nota-se que nestas duas regiões, as pessoas preferem defecar ao livre em vez de irem a casa de banho devido a vergonha, mas isso é inaceitável, por tanto continuamos a apelar as pessoas a utilizar as latrinas, observou Bock.

Desde o início desta abordagem em 2010, mais de 36.000 famílias representando 1.170 localidades, já abandonaram esta prática, sobretudo devido a construção de mais de 22.000 latrinas, segundo dados disponíveis.

De recordar que no relatório apresentado em 2015 sobre a situação das latrinas no mundo denominado “Water Aid” estima-se que a defecação ao ar livre continua a ser praticada por mais de mil milhões de pessoas em todo mundo, onde a Guiné-Bissau ocupou o lugar numero 32 em termos de acesso ao saneamento e a nível da África Subsaariana, ocupa o lugar numero 20.

/ / Por: Alison Cabral





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